Isto é exatamente o que comprar as nossas recargas faz pelo planeta

No Dia da Terra deste ano, fizemos um anúncio importante. Assumimos o compromisso de plantar, proteger ou recuperar uma árvore por cada recarga vendida ao longo do ano. Para o fazer, temos estado a colaborar com dois parceiros incríveis, a apoiar projetos na Índia e no Quénia com o objetivo de cuidar de 5 milhões de árvores até ao fim de 2022. Portanto, se comprou uma das nossas recargas este ano, aqui fica uma atualização do impacto que teve para contribuir para o bem-estar do nosso planeta e das comunidades locais nestas áreas.

 

Índia 

Em parceria com The Canopy Project da EARTHDAY.ORG™, a sua compra de uma recarga está a ajudar a recuperar The Sundarbans, Património Mundial da UNESCO e a maior região deltaica do mundo. Infelizmente, esta área é uma das vítimas das alterações climáticas, tendo como resultado a destruição das suas florestas de mangues. Para ajudar a reabilitar esta zona, o foco deste projeto é plantar, proteger e e recuperar as árvores dos mangues que oferecem uma proteção essencial e habitats ricos em nutrientes. Porque é que isto é tão importante? Entrevistámos a diretora regional do projeto, Karuna Singh, para fazer um esboço de como corre o projeto e do impacto que está a ter, não apenas no solo e nas florestas, mas também na comunidade local.  

 

Rituals: O que é que The Sundarbans tem de especial e porque é que foi escolhido para este projeto? 

Karuna: Os relatórios revelam que este local é um dos ecossistemas mais ricos do mundo, mas atualmente, essa riqueza natural está ameaçada. Enfrenta inundações e ciclones frequentes, que libertaram espaço nas florestas para que corra o vento. Agora, a água salobra atinge mais terrenos do interior. Recuperar os ecossistemas dos mangues pode contribuir para a resistência do clima e ajuda a conservar a biodiversidade e a absorção das emissões de gases de efeito de estufa. Como a zona é constituída por planícies de lama, caso não a protejamos já, perderemos muitos terrenos. 

 

Rituals: Qual a importância dos mangues para esta zona?

Karuna: A população local considera que os mangues são salvadores. Funcionam como bioescudos e quanto mais densa for a vegetação dos mangues, menos o vento pode passar por eles com intensidade desastrosa. Igualmente importante é o facto de os mangues formarem diques naturais que repelem a ondulação das marés e fortalecem os terraplenos vulneráveis de serem arrastados. Estes proporcionam refúgios seguros para várias espécies costeiras e marinhas se desenvolverem.  

 

Rituals: Como é que este projeto está a ajudar a comunidade? 

Karuna: Desde reunir as sementes e cuidar dos viveiros a plantar e proteger os mangues, tudo isso será feito pela população local. É uma forma de proporcionar uma melhoria económica. Com terraplenos mais seguros e a possibilidade de reduzir os efeitos dos ciclones, as comunidades evitam ter de fazer reconstruções após os desastres. A população local envolvida será formada com estas competências e poderá continuar a plantar para além do período deste projeto. O turismo também será estimulado, o que é uma mais-valia para a comunidade.

Rituals: Dentro de 5 a 10 anos, qual a diferença que este projeto terá feito? 

Karuna: Os mangues capturam quatro vezes mais carbono do que as outras árvores, portanto a longo prazo, os 2 milhões de mangues que estamos a plantar, proteger ou recuperar vão formar um tanque de carbono sustentável. The Sundarbans tem uma população de 4,5 milhões de pessoas e a vizinha cidade de Calcutá tem 30 milhões de habitantes. Este projeto vai dar emprego a centenas de pessoas, dando-lhes a elas e às suas famílias um estímulo económico imediato. Ao longo dos próximos mais de cinco anos, as plantações deste projeto vão melhorar significativamente a resistência da área aos riscos climáticos. 

 

Rituals: Como é o dia a dia das pessoas que trabalham neste projeto? 

Karuna: Babu (o diretor do viveiro) e o seu colega Mithun verificam o viveiro. Babu instalou um sistema de CCTV no viveiro e verifica-o logo de manhã. Observa a maré nas gravações em direto e decide ir para o viveiro se a maré estiver baixa. Rebobina a gravação para determinar quanto tempo passou desde a transição da maré alta para maré baixa. Isto dá-lhe uma ideia de quanto tempo ainda tem para trabalhar. Ele liga ao colega Yakub Kaka (Kaka pode ser traduzido como uma forma informal de senhor ou tio) que organiza o trabalho.  

 

Mithun grava as atividades do viveiro, como o número de camas que foram completadas e o número de propágulos (sementes germinadas) que foram plantadas. Babu e Mithun falam com Animesh (o nosso contabilista no campo e diretor de aquisição de sementes) acerca de quais as sementes necessárias e em que quantidades. Depois, Animesh consegue as sementes de várias ilhas e vai recolher propágulos com Mithun.  

 

Manir (o nosso manager) dirige-se aos chefes da aldeia e consegue trabalhadores para preparar a terra para plantar. Os aldeões já têm consciência dos inúmeros benefícios dos mangues, mas com o seu mestrado em Botânica, Manir partilha com eles o seu conhecimento da espécie, para promover essa consciência. Juntamente com o seu colega Siddharth, Manir faz mapas das localizações das plantações e discute as zonas que têm de ser preparadas e outras medidas de proteção que têm de ser levadas a cabo. 

 

Alimesh reúne todos os dados para as despesas de campo e outros requisitos do viveiro. Siddharth regista todo o progresso com inspeções ao local, visitas surpresa ao campo e comunicação constante com o resto dos colaboradores. Ele faz o horário semanal com a ajuda do seu colega Anilji e tendo em conta o calendário lunar. Quando o calendário está feito, reveem todas as atividades pendentes e são estabelecidos prazos. 

 

Quénia

Em parceria com ClimatePartner, a sua compra de recargas também ajuda a recuperar as florestas de mangues de Tudor Creek, outra zona que precisa urgentemente de ser conservada. Aqui ficam 5 motivos para termos escolhido esta zona e como este projeto vai ajudar a sua proteção. 

 

1. Está em risco de ficar submersa devido à subida do nível do mar 

Tudor Creek é um ecossistema periurbano ameaçado tanto pelas alterações climáticas como pelo crescimento da cidade de Mombasa. Com 10 milhões de habitantes, Mombasa está em risco de ficar submersa pela água se o nível do mar subir apenas 2%.  

 

2. Antes tinha uma vibrante floresta de mangues 

Esta zona esteve, outrora, coberta por 1641 hectares de mangues e era o habitat de muitas espécies de animais e plantas. No entanto, com o tempo e devido às chuvas de El Niño de 1997 e às atividades antropogénicas continuadas (poluição provocada pelo homem), as florestas de mangues ficaram reduzidas e isso afetou a biodiversidade. 

 

3. A biodiversidade da área local beneficia os mangues 

O ecossistema dos mangues contribui para as populações de insetos, crustáceos e peixes, para além do crescimento das árvores, flora e fauna terrestres. Com esforços de recuperação contínuos, pouco a pouco vemos o aumento de peixes e caranguejos. 

 

4. O aumento do número de peixes contribui para os meios de subsistência 

Para além de limitar os efeitos do aquecimento global, o aumento do número de peixes proporciona um meio de subsistência sustentável para as comunidades.  O projeto também ajuda a educar a população local ao nível da conservação ambiental. E sobretudo, os esforços de recuperação são sobretudo feitos por mulheres que obtêm rendimentos por criar viveiros e vender mudas.  

 

Quer apoiar estes projetos? Vamos continuar a plantar, proteger ou recuperar uma árvore por cada recarga vendida ao longo do ano. Para ajudar a que nos ajude, criámos um prático guia de recargas que mostra a nossa seleção completa de produtos recarregáveis. Fique atento(a) às atualizações destes projetos e ao progresso que estamos a fazer na nossa missão de cuidar de 5 milhões de árvores.